Uma semana de grandes lançamentos em IA: dois novos modelos de ponta, um deles aberto, e o hardware que vai rodar a próxima geração de agentes.

GPT-5.5 assume tarefas longas e confusas e gasta menos tokens
A OpenAI lançou o GPT-5.5, que segundo a empresa entende mais rápido o que o usuário quer e leva mais do trabalho sozinho: programar, pesquisar, analisar dados, criar documentos e planilhas e operar softwares até concluir a tarefa. Os ganhos são maiores em código com agentes, uso de computador e trabalho de conhecimento, com a mesma latência por token do GPT-5.4. No Codex, ele usa bem menos tokens para as mesmas tarefas e, desde 24 de abril, também está disponível na API.
Dá para entregar à IA tarefas com várias etapas e pouca especificação, como consolidar dados de vários sistemas ou montar relatórios. A eficiência maior também ajuda a reduzir o custo de automações que já rodam em produção.
Como a Dexpert ajuda: Inteligência ArtificialFontes
- OpenAI: Introducing GPT-5.5

DeepSeek V4 chega aberto e com contexto de 1 milhão de tokens como padrão
A DeepSeek lançou a prévia do V4 com pesos abertos em duas versões: o V4-Pro, com 1,6 trilhão de parâmetros, dos quais 49 bilhões ativos, e o V4-Flash, menor e mais barato. A empresa diz que uma nova forma de atenção reduz muito o custo de memória e computação em contextos longos, e 1 milhão de tokens virou o padrão em todos os seus serviços. A API aceita os formatos da OpenAI e da Anthropic, e os modelos funcionam com agentes como Claude Code e OpenCode.
Contextos longos mais baratos tornam viável analisar contratos, bases de código e históricos inteiros numa única chamada. Por aceitar os formatos de API mais comuns, dá para comparar custo e qualidade trocando apenas a configuração.
Como a Dexpert ajuda: Inteligência ArtificialFontes
- DeepSeek: DeepSeek V4 Preview Release

Google apresenta TPUs de oitava geração, uma para treino e outra para inferência
No Google Cloud Next, o Google anunciou a oitava geração de suas TPUs com dois chips distintos: a TPU 8t, para treinar modelos grandes, e a TPU 8i, para inferência de baixa latência, voltada a agentes de IA. Segundo a empresa, os dois trazem ganhos de desempenho e eficiência energética em relação à geração anterior. A disponibilidade geral está prevista para ainda este ano.
Chips dedicados à inferência tendem a baratear o uso de IA em nuvem, que é onde a maioria das empresas gasta. Quem planeja aplicações com agentes no Google Cloud pode acompanhar a chegada da TPU 8i para dimensionar custos.
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